Sócios em reunião tensa na sala de reunião de empresa
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hfConviver com pessoas diferentes dentro de uma sociedade empresarial exige, diariamente, equilíbrio, clareza e disciplina. Já presenciei muitas situações nas quais uma pequena faísca vira incêndio, porque o conflito entre sócios não foi tratado de forma adequada e preventiva. No LMA Escritório de Advocacia, costumo ver dúvidas recorrentes sobre como evitar que pequenas divergências virem verdadeiros litígios societários – e os erros costumam se repetir com diferentes roupagens.

Neste artigo, vou mostrar as sete falhas mais comuns que agravam crises societárias e apresentar caminhos para evitá-las, sempre pensando na proteção patrimonial, na continuidade do negócio e na tranquilidade dos envolvidos.

1. Comunicação deficiente entre sócios

Já presenciei sociedades que naufragaram por conta de comunicação truncada e falta de transparência no dia a dia. Quando as conversas se resumem a e-mails ríspidos, indiretas e suposições, problemas se acumulam.fManassés

Por exemplo, imagine uma empresa familiar em que dois irmãos só se falam por intermediários. O resultado é ruído, perda de oportunidades e, muitas vezes, decisões desalinhadas com o objetivo do negócio.

  • Perda de confiança e ambiente hostil
  • Desinformação sobre contratos e decisões estratégicas
  • Surpresas desagradáveis em reuniões formais

Para reverter esse cenário, recomendo a implementação de encontros periódicos, registros claros de deliberações e um canal institucional de comunicação. Considero esses passos simples, mas poderosos.

2. Ausência de acordo de sócios

Essa é, disparado, uma das falhas mais perigosas que vejo no cotidiano. Sem um acordo de sócios bem redigido e personalizado para a realidade do negócio, qualquer desacordo pode escalar rapidamente para uma disputa judicial.

Ter um acordo societário não é luxo. É sobrevivência.

Já acompanhei litígios demorados causados por contratos vagos ou simplesmente inexistentes. Nessas situações, falta um roteiro para resolver impasses sobre direitos de voto, entrada e saída de sócios, divisão de lucros ou soluções para o falecimento de um dos sócios.

Redigir um documento robusto, atualizado e alinhado com a realidade da empresa é indispensável para prevenir litígios societários longos e caros.

3. Excesso de informalidade nas decisões

No entusiasmo do início de uma sociedade, muita gente opta por registrar tudo "de boca". Isso é um convite para desentendimentos e insegurança jurídica.

Lembro de um grupo de amigos empresários que, sem atas ou registros de suas decisões, não souberam explicar à Receita Federal sequer quem autorizou um grande investimento. O resultado? Multas e confusões internas.

  • Descontrole nas deliberações
  • Dificuldade de provar acordos em auditorias ou processos
  • Risco de nulidade de atos societários

Registrar cada decisão estratégica por escrito, seja em atas, e-mails formais ou contratos complementares, traz segurança para todos. Um passo simples e que evita grandes dores de cabeça.


4. Confusão entre patrimônio pessoal e da empresa

Isso acontece mais do que eu gostaria. Em especial em empresas menores, é comum ver sócios pagando despesas privadas com o caixa da empresa. No começo pode parecer inofensivo, mas em uma possível dissolução esse hábito causa enormes disputas patrimoniais.

O impacto disso? Fisco acionando a empresa, bloqueio de bens e uma grande dor de cabeça para todos os envolvidos.

Separar com rigor as contas pessoais das empresariais, definir regras claras de distribuição de lucros e manter registros contábeis são ações que defendem a empresa – e também o sócio.

5. Falta de critérios para retirada e sucessão

Em boa parte dos casos em que presto assessoria jurídica societária, noto que a saída ou sucessão de um sócio não foi sequer cogitada enquanto tudo corria bem. O problema só aparece quando surge alguma doença, interesse de retirada ou morte.

  • Herdeiros querendo assumir participação sem regras claras
  • Disputas quanto à apuração do valor da cota
  • Discussões sobre direito de preferência e liquidação de haveres

Prevendo critérios objetivos para saída, liquidação de quotas e entrada de sucessores no acordo de sócios ou no estatuto, é possível evitar conflitos caríssimos e até mesmo a falência do empreendimento.

6. Personalização excessiva dos conflitos

Já percebi que, pela proximidade emocional, muitos sócios transformam problemas empresariais em questões pessoais. Disputas sobre caminhos da companhia viram brigas antigas mal resolvidas.

Quando o problema do negócio vira mágoa, todos perdem.

Esse comportamento leva a tomadas de decisão menos racionais, provoca afastamentos bruscos e pode até paralisar as operações. Buscar a mediação, com o apoio de um profissional neutro, quase sempre ajuda a reencontrar o caminho da objetividade e reconstruir pontes.

7. Demora na busca por assessoria jurídica preventiva

Adiar o contato com especialistas em assessoria jurídica societária é um erro clássico. Infelizmente, muitos só percebem o valor desse serviço após danos sérios e disputas já instauradas.


Advogado revisando documentos societários na mesa Atender apenas quando o conflito já se acirrou implica frequentemente em processos longos, bloqueios judiciais e custos elevados. Já observei sociedades que poderiam ter sido reorganizadas a tempo, mas a falta de atuação antecipada as levou ao encerramento.

Minha orientação? Procurar assessoramento desde o início, revisando regularmente as regras da sociedade, prevendo cenários e investindo em governança e negociação. O acompanhamento rotineiro, que praticamos no LMA Escritório de Advocacia, protege a empresa contra as tempestades e traz tranquilidade para os sócios.

Conclusão: prevenção é o melhor remédio para a sociedade

Convivi de perto com os efeitos devastadores de conflitos societários não tratados. O que começa em pequenas discordâncias pode arruinar patrimônio, amizades e toda uma história de trabalho conjunto. Enfrentar essas sete falhas de frente, com apoio jurídico qualificado e medidas práticas de prevenção, é algo que recomendo para todo empresário preocupado com o futuro de sua empresa.

No LMA Escritório de Advocacia, entendo que a prevenção, estruturação adequada de acordos e a assessoria jurídica contínua não apenas evitam litígios societários, mas preservam relações de confiança e o próprio negócio. Se você busca segurança, transparência e longevidade para a sua sociedade, entre em contato e descubra como posso ajudar a proteger seus interesses e sua empresa.

Perguntas frequentes sobre conflitos societários

O que é conflito entre sócios?

Conflito entre sócios ocorre quando existe desacordo relevante entre os participantes de uma empresa a respeito de decisões, rumos ou resultados do negócio. Pode envolver divergências financeiras, de gestão, sucessão, distribuição de lucros ou questões pessoais, muitas vezes culminando em disputas judiciais se não houver mecanismos prévios de solução.

Como evitar litígios societários?

Litígios societários podem ser prevenidos com acordos bem estruturados, comunicação clara e documentação formal das decisões. Recomendo também a busca por mediação nos primeiros sinais de desentendimento e acompanhamento jurídico constante para atualização de contratos e estatutos sociais.

Para que serve um acordo de sócios?

Um acordo de sócios define as regras do relacionamento entre os participantes da sociedade e estabelece procedimentos para resolver conflitos de interesse, saída, sucessão, voto e retirada. Ele serve como manual de convivência, evitando surpresas e orientando as decisões estratégicas do grupo.

Quando buscar assessoria jurídica societária?

A assessoria jurídica deve ser buscada ao formar uma sociedade, sempre que houver alteração no quadro societário, entrada de investidores, mudanças relevantes no negócio ou, principalmente, aos primeiros sinais de desacordo. A atuação preventiva evita disputas demoradas e protege o patrimônio dos sócios.

Quais são os erros mais comuns entre sócios?

Os erros que mais presencio são: deixar de formalizar acordos, excesso de informalidade nas decisões, confusão entre patrimônio pessoal e empresarial, ausência de critérios claros para entrada, saída e sucessão, comunicação falha, personalizar conflitos e postergar a busca por assessoria jurídica adequada. Essas falhas tornam a gestão do negócio vulnerável e dificultam a manutenção de relações saudáveis no ambiente societário.

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Manassés Lopes e João Maes

Sobre o Autor

Manassés Lopes e João Maes

Manassés Lopes é advogado, professor universitário e pesquisador. Atua na advocacia empresarial com foco em contratos, patrimônio e estratégia jurídica nos Tribunais Superiores. João Maes tem formação em Direito, com expertise em negócios empresariais. Atua como consultor de negócios em Santa Catarina.

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